sexta-feira, 30 de julho de 2010

Poema de ultimo de setembro




De quantos poemas é feito o Teu amor?
Indaguei para as estrelas, mas essas que
Moram tão perto do quarto minguante e não sabem
De quem ele sorri só pediram para eu não desistir.
E fui sondar o mar e estive muito tempo entregue as ondas
Que rebentavam em tudo que fui: bicho, sol, planta e raiz.
Mas essa capacidade de amar o outro, muitas vezes mais
Que a si próprio, era inerente apenas a alguns poetas e
Poucos homens.
E foi nesse instante que pensei assim que abandonei as
Marés deixando de ser bicho, sol, planta e raiz
Tornando-me quem sabe um poeta.
E fui sondar ao homem, que era o Ego do poeta,
De quantos poemas eram feito o Teu amor?
E retirou-se para dentro de si,
Deu de chorar muito a noite,
E a muito não se comunicou mais com os bichos,
Nem como sol, nem com as plantas e raízes.
E como se fosse uma estrela, hoje ele me disse:
Não desisti, porque a vida é como um sonho,
E a gente nunca sabe quando vai acordar.

-NO PALCO-

Um comentário:

D.Everson disse...

Prazer ter um amigo assim